sábado, 20 de março de 2010

Yupi!!!

Epá eu podia falar-vos de coisas interessantes, que vos aumentassem a cultura e sabedoria, podia fazer posts com poesia ou pura e simplesmente queixar-me da vida... Mas hoje, hoje meus amigos é para vos "escarrapachar" na cara que ganhei pela primeira vez um premiozinho no Euromilhões!!!
Joguei menos vezes do que o número de dedos das minhas mãos e ontem pela primeira vez fui premiada com qualquer coisinha. Eu bem estava a sentir o bichinho vencedor dentro de mim quando saí à rua ao final da tarde. Epá tou tão feliz com esta conquista que vos vou contar o momento.

Saíra eu de casa por volta das 18h, com o meu "gaijo" quando senti dentro de mim algo a que chamo "fézada" (aquela coisa mais forte que a fé em algo que, nunca se viu, nunca se tocou, nunca falou para nós e que não se tem a certeza de ter existido. É aquela fé num evento com baixa probabilidade estatística de acontecer).
Virei-me pró meu homem e disse:
"pah, vamos ali à papelaria que eu estou com a fézada e quero fazer um euromilhões".

E pronto. Foi assim, ignorei os números marcados pelo meu camone e lá eu fiz 4 euritos de muito número e registámos.
Depois no jantar do dia do Pai em casa do meu sogro... fiz a festa! Tinha ganho o suficiente para pagar a "cautela" toda e ainda dá para gelados! Na segunda vou lá orgulhosa receber o meu dinheiro! Não me importa que não dê para um grande jantar, mas é o primeiro dinheiro ganho no jogo! E toda a gente se deve orgulhar disso. Ainda para mais quando a tortura é sempre jogar póquer a amêndoas ou avelãs!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Coisas que eu odeio... parte... Não-sei-quantas..

Ao longo dos aninhos deste blog, recordo-me de ter um post que era só com coisas que odeio. Que inclusivamente deu azo a uma discussão sobre o "poder" da palavra "odiar" e que isso chocava um pouco com o que parecia ser a minha personalidade calma e tolerante.
Como muitos sabem, a verdade é que poucas coisas me tiram realmente do sério. Mas que realmente há dias em que estamos menos tolerantes e ao fim de poucas horas fora da cama a vontade de voltar para aquele doce local é enorme, lá isso é verdade. Nesses mesmos dias em que os níveis de tolerância são inferiores muita coisa me pode chatear.
Uma das razões que me leva a ranger os dentes é a hipocrisia. Este mal mundano a que muitos se submetem verifica-se das mais diversas formas. Uma bem comum e notória é o aceno ou o "Olá" seco que é dado na rua quando passamos por alguém. Este comportamento é utilizado quer para um mero conhecido, um amigo de um amigo ou usado em pessoas que falamos mal o tempo todo. Essa situação é horrível. É daquelas coisas que odeio.
Outra é a falsa modéstia. Quando esta é associada a um discurso quase omnipresente, omniconsciente tanto pior. Aquela frase do "quem sou eu para falar sobre isto mas..." ligada a um discurso de "tenho PENA que penses assim" ou "tenho a certeza de...". É fulminante! E não há nada mais hilariante que ler ou ouvir algo de uma pessoa que tenta mostrar sabedoria. Mas o que eu odeio não é o conteúdo mas sim a "embalagem". A forma como o assunto é explorado. A forma como transmitem sabedoria... voltando no final a uma posição de subordinação de falsa modéstia.
A verdade é que se há pessoas que acham que os homens são feios, porcos e maus, eu cá não generalizo. Não gosto de utilizar generalizações. Mas tenho cá para mim, pela minha ainda pouca experiência de vida, que as pessoas no geral são hipócritas. Num ou noutro momento (e obviamente que não me excluo) as pessoas são realmente cínicas. Ou porque, acham socialmente correcto cumprimentar alguém que desprezam, ou porque acham por bem não chocar as pessoas com a sua forma de pensar distinta e nos mais diversos contextos. As pessoas condenam os outros pelos seus actos sem pensar nos próprios. Desculpam-se o tempo todo. Ninguém nasce com o dom de ser tolerante e correcto em cada momento da sua vida. No entanto, cabe-nos a nós avaliar as nossas acções.
Não vou criticar alguém por ir comer ao MacDonalds só porque eu acho que o Kentucky é mais saudável ou porque sou vegetariano. Principalmente porque sendo vegetariano, prezo o direito dos animais (além da minha saúde) mas no entanto não ligo peva ao ambiente e reciclagem é aquela palavra que se vê com frequência. Também não me vou gabar que faço reciclagem se deixo o computador a sacar a noite toda. (Tudo o que é programa, video, filme, música, etc; que está disponível online há de ser meu!)
A vida é um conjunto de escolhas (aquele chavão que é basicamente uma conclusão que qualquer pessoa pode tirar) e temos de ter consciência que nós fazemos as nossas e que por uma boa, provavelmente fazemos três más. Infelizmente está na nossa natureza. Não é uma desculpa, cada indivíduo tem em si a opção de contrariar essa natureza má (se assim lhe quisermos chamar). Mas quando o faz que o faça sem cinismos. Que as pessoas optem por uma personalidade frontal, verdadeira. Digam logo desde início que o vosso namorado é forreta, que a vossa namorada gasta-vos o dinheiro, que "tu não és mais meu amigo", "nunca gostei da caneca que me deste", ou "estava à espera de tudo fosse diferente". Acho que é um esforço que vou tentar fazer; este de um voto de sinceridade. Eu sempre me tive como uma pessoa frontal e sincera (com as devidas imposições sociais, que boas ou más, também em mim estão vinculadas), no entanto, acho que se pode sempre fazer mais para melhorar. Não alego que a evolução me deu ferramentas para me tornar melhor. Prefiro pensar que todos os indivíduos têm essa capacidade, "de se tornarem melhores" (sem entrar num debate filosófico sobre o que é ser-se melhor). Nós como somos dotados e intimamente ligados a situações sociais temos não só capacidade de nos tornar-mos melhores atletas, mais bonitos, com maior sucesso reprodutor, como também de ser-mos seres sociáveis mais complexos, mais dinâmicos e mais correctos.

sábado, 13 de março de 2010

Há pessoas assim...

Vocês sabem que o que falo por aqui é o que me vem à mente... pode não ser o melhor, pode não ser deveras inteligente, mas são meros "flashes" provenientes da minha cabeça. Uma verdadeira festa sináptica! Transmitida aqui sem censura (o que às vezes é pena), sem um estudo das palavras acertadas e sem elaborar um raciocínio lógico do impacto do meu post ou dos comentários a que poderá dar origem.

O meu bitate de hoje teve origem em conversas do jantar de ontem aqui em casa. Mais uma vez reuni um conjunto de pessoas aos quais tentei (em vão) extorquir o maior número de avelãs possíveis. Póquer!
Decorrente de variadas conversas a que mais me intrigou é o porquê do bluff na vida real. Porque há pessoas que mesmo na vida real têm uma posição estratégica, que traçam uma posição, uma evolução de uma conversa, que dão uma cartada apenas para testar a reacção do seu "oponente" na vida real.
Agora que a Internet é um mundo e infelizmente se têm vindo a perder coisas como a que ainda ontem pudemos fazer (ficar a conversar sobre assuntos "complicados" até às 5h30 da manhã) está muito na moda as conversas serem discutidas por meio de fóruns e blogs. A desvantagem é que através deste meio existem pessoas que insistem em bluff... Pessoas que a única coisa que fazem é ir a esses sítios fazer comentários anónimos, dando a entender que podem ser outras pessoas e ficam simplesmente à espera de ver os efeitos. Há pessoas que o fazem, nem o admitem e não dão a cara quando confrontados com isso. Uma coisa é identificada, a pessoa lançar uma problemática, deixar um comentário que quer ver o efeito que surte desse mesmo comentário. Outra completamente distinta é o refúgio no anonimato e ainda pior o não admitir que o faz. Há pessoas que vivem para deitar lenha para a fogueira, para ver no que dá... desafiando as outras pessoas... Eu acho um bocadinho triste... mas isso posso ser só eu.



terça-feira, 2 de março de 2010

Pergunta absurda...



Sabem o que me perguntei ainda hoje? Após já alguns anos fora da doce cidade de Évora e cada vez mais distante de um passado que deixou saudades... questionei-me sobre algo que nunca me viera à cabeça:
"Porquê que o Praxis tinha striptease?". Na altura parecia fazer sentido, era banal. Agora que me recordo nunca antes tinha estado, nem voltei a estar numa discoteca com strip... bizarro!!! Porque é que na altura não me interrogava com isto....???