Finito mais um belíssimo Carnaval da belíssima terra de Torres Vedras há algumas considerações a deixar aqui escritas.
Devo dizer que este Carnaval foi particularmente diferente... a vários níveis. Primeiro, mais marcante e mais importante. Estou a ficar velha. Ao fim de várias horas só me apetecia ir para a cama (também poderá ser por ter um incentivo a ir para lá). Este carnaval não houve uma única noite que fosse para casa já com o sol a nascer... Mas ainda assim deu para festejar, deu para dançar e curtir a bela folia desta época.
Um facto meteorológico de grande importância é que pela primeira vez já em muitos anos conseguimos passar um carnaval inteiro com a roupa seca (se excluirmos o alcool que nos derramam e o suor).
Outra consideração a deixar aqui: Parabéns aos três visitantes do Carnaval da nossa Terra. Não pensei k sobrevivessem á loucura dos foliões da terra e tão pouco que também se mostrassem foliões dignos de regressar :D parabéns aos três e "voltai sempre".
Também tenho a dizer que este ano não achei as filas para a casa de banho tao interessantes... Nos anos anteriores uma pessoa fazia amigas na fila, quase trocavamos confidências e numeros de tlm tal era a espera... este ano nada disso.
Agradeço também ao meu xuxu que se aguentou muito bem todas as noites sem dizer uma unica vez que tinha sono, ou que estava cansado ou fizesse qualquer comentário referente à enorme vontade que teria de ir para casa. Obrigada a ele que se "portou tão bem". E devo dizer que nunca me tinha sentido tao atraída por um mascarado com um bigode tao ridículo. LOL
Ficam os votos de que para o ano possa ter um emprego para tirar férias nestes dias, que possa passá-lo com as mesmas pessoas com quem estive este ano e com mais algumas que neste ano se "baldaram". Que tenha mais dinheiro para gastar em "buída" e jantaradas. Que tenha tempo e disposição para arranjar fatos novos e mais quentinhos.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
As desvantagens de ser uma pessoa sempre bem disposta
A minha reflexao de hoje é acerca da personalidade de uma pessoa... Uma pessoa que por norma está sempre bem disposta e bem humorada enfrenta no dia-a-dia uma pressão muito grande: a de não desiludir ninguém. Porque se um dia estamos mais em baixo ou chateados parece que toda a gente ultrapassa isso, ignora essa questão, talvez confiantes que o nosso problema nao é importante ou então que nós somos fortes o suficientes para o ultrapassarmos e nem queremos falar disso. Parece que simplesmente a nossa agonia, ou tristeza ou problema são ignorados pelos outros.
As pessoas bem humoradas e sempre bem dispostas também querem obter o seu direito a estarem deprimidas e tristes. Onde temos nós de ir "requisitar" tal direito? qual é o impresso certo?
Sabem o que também é triste? É que nestas situações, nestes nossos dias maus, nunca sabemos na realidade quem são os nossos amigos que nos ignoram (quer seja com motivos mais ou menos bem intencionados ou por pura distracção e egocentrismo) e quais aqueles que nem nos conhecem tão bem quanto isso a ponto de nem se aperceberem do nosso estado... e não sei qual dos dois custa mais...
As pessoas bem humoradas e sempre bem dispostas também querem obter o seu direito a estarem deprimidas e tristes. Onde temos nós de ir "requisitar" tal direito? qual é o impresso certo?
Sabem o que também é triste? É que nestas situações, nestes nossos dias maus, nunca sabemos na realidade quem são os nossos amigos que nos ignoram (quer seja com motivos mais ou menos bem intencionados ou por pura distracção e egocentrismo) e quais aqueles que nem nos conhecem tão bem quanto isso a ponto de nem se aperceberem do nosso estado... e não sei qual dos dois custa mais...
Conclusão de domingo à noite...
Depois de um fds passado com um gajo podre de bom, sempre muito in love e numa descontracção total... depois dele se ir embora a nossa cama fica enorme e sem interesse, e mesmo depois de termos devorado uma bela pratada de ervilhas com ovos escalfados sempre a suspirar porque foi feita pelos dois com muito amor e carinho... mesmo depois disso... ainda temos desejos por saciar e atacamos uma tablete de chocolate de culinária... :S
e pior... esta noite a única forma possível de perder estas calorias é mesmo se for fazer abdominais... :(
Miss you...
e pior... esta noite a única forma possível de perder estas calorias é mesmo se for fazer abdominais... :(
Miss you...
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Do sapo ao príncipe... ou do príncipe ao sapo?!

Quem é que não conhece a história infantil em que uma bela princesa beija o sapo que se transforma num belo principe?
A minha dúvida ou a minha versão dessa história é algo diferente... Todos conseguimos perceber a bela mensagem que está subjacente ao conto... 1- As aparências iludem, 2- o que conta não é a beleza exterior da pessoa mas sim a interior e 3- que todos nós temos de "engolir" muitos sapos até encontrar o principe. AHAHAHA
Agora o que eu peço é outra coisa... Que o meu principe nao se transforme em sapo... Que bonito que ele é assim... por dentro e por fora... não quero que vire sapo!!! Se virar sapo ao menos que seja mm só a aparência... e nesse caso, faço um esforço, fecho os olhos e lá o continuo a amar... :P
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
o que hoje somos...
Em conversa com uma pessoa muito importante na minha vida desabafei sobre o que agora venho aqui pôr a nu. É impressionante como o ser humano é uma construção de vivências e experiências. Não nego claro a forte componente genética e ambiental que estão também na base do que somos hoje. Não nego isso porque nelas acredito, porque sobre elas tenho formação que me permitem ter a sensibilidade de perceber a sua importância. Mas enquanto pessoa de tenros 23 anos também já tenho experiência que me permita dizer que realmente o que somos no momento é fruto do que vivemos no passado.
Claro que as pessoas se mudam e se transformam ao longo da vida. Um processo designado vulgarmente por aprendizagem. Mesmo quando parece que não aprendemos com os erros do passado. Mas de qualquer das formas, mesmo quando parece que uma situação ou uma experiência não trouxe nada de novo ou de construtivo à nossa vida ainda assim ela está a modular quem seremos de futuro.
Às vezes as experiências do passado trazem coisas boas à nossa vida futura, outras vezes nem por isso. E se bem que subjectivo parece que trazem mais é sentimentos negativos que modulam a atitude que temos perante uma situação. Há quem diga que, por exemplo, ter medo de arriscar, ter medo de se entregar por completo, agir com calma e de forma ponderada pode ser uma qualidade, uma mais valia. Por oposição, há quem ache que isso é negativo. Que nos faz viver de forma mais retraída e que tal nos inibe um pouco de vivermos da forma intensa como seria esperado. Mas então... qual será o meio termo? Como é que decidimos o quanto nos devemos entregar de corpo e alma e que confiança devemos depositar na outra pessoa? Será que ela nos apanha se cairmos?!
Experiências passadas que alguns de vós estão ao corrente fizeram me duvidar em primeiro lugar de mim mesma. Eu sei. Não precisam dizer que isso é péssimo porque isso eu sei. Estou a tentar mudar esse ponto. Depois fizeram me também duvidar da sinceridade das pessoas que nos rodeiam. Eu também sei que cada pessoa é uma pessoa e que nem todos os homens são feios, porcos e maus. Sei disso tudo. Mas o inconsciente é que me lixa. Numa pessoa que ande à procura de amor, como se poderá ela abstrair de todas as desilusões que já sofreu? Como sabe uma pessoa que uso deve dar à experiência que já vivenciou? Infelizmente as coisas não são como nos contos de fadas. As pessoas que nos magoam ou que nos fazem feliz não aparecem sobre a forma de lobo mau ou de principe num cavalo branco, nem tao pouco sobre a forma de princesa bonita e bruxa má. Assim, como sabemos nós em quem acreditar? Acreditamos no nosso instinto? e se ele já nos atraiçoou?
Atiramo-nos de cabeça na vida, em projectos, em relações, em amizades, vezes sem conta. Muitas vezes sem sucesso. Criamos expectativas, idealizamos, projectamos e no fim nem metade se concretiza. E se muitas pessoas nos fazem feliz outras tantas nos fazem sentir na merda. Até que parece que chega um dia que o nosso cérebro faz um click e se põe a pensar sobre isto tudo (que é o meu caso... provavelmente por estar sozinha em casa e não ter nada para fazer). Se chego a algum lugar com isto tudo? Obviamente que não. Caso contrário este raciocinio mental tinha sido feito apenas no meu cérebro e eu chegava aqui e escrevia as minhas "conclusões". Mas infelizmente nem tudo é um problema cientifico onde se coloque uma hipotese e se estabelece uma metodologia para tentar dar resposta à nossa questao. Ou se assim o fôr neste estudo não há lugar para conclusões, apenas para resultados dúbios que a única coisa que permitem é criar novas questões e muita, muita discussão. Mas... como continuo sem trabalho e estou sozinha em casa resolvi vir aqui partilhar qualquer sentimento que não seja assim tão parvo e fútil quanto isso com vocês.
Claro que as pessoas se mudam e se transformam ao longo da vida. Um processo designado vulgarmente por aprendizagem. Mesmo quando parece que não aprendemos com os erros do passado. Mas de qualquer das formas, mesmo quando parece que uma situação ou uma experiência não trouxe nada de novo ou de construtivo à nossa vida ainda assim ela está a modular quem seremos de futuro.
Às vezes as experiências do passado trazem coisas boas à nossa vida futura, outras vezes nem por isso. E se bem que subjectivo parece que trazem mais é sentimentos negativos que modulam a atitude que temos perante uma situação. Há quem diga que, por exemplo, ter medo de arriscar, ter medo de se entregar por completo, agir com calma e de forma ponderada pode ser uma qualidade, uma mais valia. Por oposição, há quem ache que isso é negativo. Que nos faz viver de forma mais retraída e que tal nos inibe um pouco de vivermos da forma intensa como seria esperado. Mas então... qual será o meio termo? Como é que decidimos o quanto nos devemos entregar de corpo e alma e que confiança devemos depositar na outra pessoa? Será que ela nos apanha se cairmos?!
Experiências passadas que alguns de vós estão ao corrente fizeram me duvidar em primeiro lugar de mim mesma. Eu sei. Não precisam dizer que isso é péssimo porque isso eu sei. Estou a tentar mudar esse ponto. Depois fizeram me também duvidar da sinceridade das pessoas que nos rodeiam. Eu também sei que cada pessoa é uma pessoa e que nem todos os homens são feios, porcos e maus. Sei disso tudo. Mas o inconsciente é que me lixa. Numa pessoa que ande à procura de amor, como se poderá ela abstrair de todas as desilusões que já sofreu? Como sabe uma pessoa que uso deve dar à experiência que já vivenciou? Infelizmente as coisas não são como nos contos de fadas. As pessoas que nos magoam ou que nos fazem feliz não aparecem sobre a forma de lobo mau ou de principe num cavalo branco, nem tao pouco sobre a forma de princesa bonita e bruxa má. Assim, como sabemos nós em quem acreditar? Acreditamos no nosso instinto? e se ele já nos atraiçoou?
Atiramo-nos de cabeça na vida, em projectos, em relações, em amizades, vezes sem conta. Muitas vezes sem sucesso. Criamos expectativas, idealizamos, projectamos e no fim nem metade se concretiza. E se muitas pessoas nos fazem feliz outras tantas nos fazem sentir na merda. Até que parece que chega um dia que o nosso cérebro faz um click e se põe a pensar sobre isto tudo (que é o meu caso... provavelmente por estar sozinha em casa e não ter nada para fazer). Se chego a algum lugar com isto tudo? Obviamente que não. Caso contrário este raciocinio mental tinha sido feito apenas no meu cérebro e eu chegava aqui e escrevia as minhas "conclusões". Mas infelizmente nem tudo é um problema cientifico onde se coloque uma hipotese e se estabelece uma metodologia para tentar dar resposta à nossa questao. Ou se assim o fôr neste estudo não há lugar para conclusões, apenas para resultados dúbios que a única coisa que permitem é criar novas questões e muita, muita discussão. Mas... como continuo sem trabalho e estou sozinha em casa resolvi vir aqui partilhar qualquer sentimento que não seja assim tão parvo e fútil quanto isso com vocês.
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