sábado, 9 de agosto de 2008

Piloto automático

Num sentimento que as minhas palavras não conseguem explicar e tão pouco catalogar, saí do trabalho decidida a ir dar uma volta que não fosse ir directa para casa, onde ninguém me espera e as únicas coisas a fazer são limpezas e tentar escrever a minha tese... Assim sendo, peguei no Vale Lanidor que me ofereceram por algo que ainda não se realizou... ( o término do meu curso) e lá fui eu a Faro...
Para minha surpresa consegui, na companhia de mim mesma, fazer algo que não é muito do meu hábito. Ver montras, entrar em lojas, ver roupas e sapatos. Não é comum na minha pessoa desanuviar a cabeça vendo montras, nem tão pouco isso resulta, ainda para mais na frustação de uma carteira vazia. Mas hoje lá fui...
A minha companhia estava a ser-me tão agradável que por momentos dei comigo a ver os filmes em exibição e a pensar se iria ver a Força de Elite ou o novo filme da Mumia... e se seria capaz de devorar um pacote pequeno de pipocas. Acabei por não o fazer porque não queria gastar esse dinheiro. E mais uma vez me dei conta que o meu espirito abandonara o meu corpo e estava quase a fazer algo que nao era usual... ir ao cinema sozinha.
Depois fui ao Jumbo, passando pela área de saude para ver se resolvo o meu problema das gengives sensiveis... e depois lá fui comprar cera depilatória (que nesta altura nao pode faltar no meu armário da casa-de-banho), uma alface (tb muito necessária, pelas fibras, nutrientes e elevada percentagem de água) e uns "coisinhos" para fritar ou fazer no forno de cenoura e alho francês que decidi experimentar...
Meti me no meu carro... e quando dei por mim estava a parar o carro à porta de carro. Abanei rapidamente a cabeça... Nao tinha sido eu a conduzir até ali... A sensação que tinha era que a pessoa que me tinha levado até casa era alguém fantástica, fabulosa e desejosa de estrear as suas novas sandálias que lhe dão mais 6cms no minimo!!! O carro nao era um fiesta velhinho, engasgado e cheio de pó... era uma máquina que deslizava no alcatrao...
Mas no fim, era EU quem regressava a casa, desmorecida e em baixo... Atirei me para o sofá, comi uma tosta de queijo, uma nectarina e um sumo de laranja (muito ligh - para contrariar o meu físico), vi um pouco de tv e refugiei me no quarto...

Afortunado o homem que se deite com a imaginação e acorde com a essência e no entanto não deixe de gostar dela... Feliz aquele que ama cada personalidade da amada. Aquele que respeita cada uma delas como única e percebe que é na união das várias que está a essência da sua querida... Ou numa metáfora menos poética e sentida posso dizer que as pessoas são como as cebolas! (metáfora shreckssiana)

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