Às vezes chego mesmo a pensar que a minha mente vai dar um nó de tantas coisas em que penso... E não, não tento enaltecer a minha inteligência... Falo sim de pensamentos simples, quotidianos e de cariz sentimental...
A verdade é que neste momento que deveria de ser de grande concentração e empenho em terminar a tese se caracteriza por uma "manifestação" no meu cérebro. Ao invés de me concentrar no que tenho de fazer, na discussão que tenho para escrever, penso em tudo e todos que me rodeiam... E mais horas tivesse o dia, mais tempo a minha mente andaria a deambular por esse universo fora. Digamos que o alinhamento dos planetas neste momento me faz dar um pouco mais de prioridade à escrita deste texto do que a outros de cariz mais objectivo.
Têm sido poucos os momentos produtivos em que me sento à secretária e escrevo parágrafos que me agradam. Ao invés disso escrevo e apago vezes sem conta. Leio e volto a ler sem tão pouco me fazer sentido o que outrora escrevi. Olho para o monitor, desvio o olhar... e mesmo sozinha em casa tudo me desperta a atenção... um barulho na rua, uma foto desafiadora, ou o simples caos do meu quarto. Silencio me e consigo ouvir a minha respiração inexplicavelmente acelerada... Fecho os olhos e sou invadida por um misto de serenidade e ansiedade... como será isso possível?!
De olhos fechados penso em pessoas da minha vida, e penso no que poderão elas estar a fazer... É um vazio... nao consigo imaginar nada... e sou invadida de uma enorme tristeza. Olho para o telemóvel silencioso e desespero... É como se os breves segundos que estou a pensar em mil coisas parecessem horas a fio... Preferia adormecer.
E os sonhos? será que voltariam para me atormentar?! Mostrar me o que tento negar? Tenho medo e estou sozinha! Já o disse. Não o nego. Tou preparada?! Não sei... em tempos achei que sim...
Olho pela janela e vejo um dia cinzento e vazio... Ponho me debaixo do chuveiro a sentir cada gota que me bate no rosto... concentro me no barulho que fazem as gotas ao tocar no fundo... fico mais calma... e volto a sentar me ao computador...
Será que devo esperar um momento de lucidez que me permita acabar o trabalho de hoje?! Ou a lucidez está em todos os momentos em que penso em tudo o que me rodeia?!
domingo, 21 de setembro de 2008
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