Pois é caros leitores, quando nós em plena natureza de uma "reserva natural" (chamemos lhe assim para manter o anonimato do local) vemos os supostos visitantes da forma como eu vi... sabemos que a coisa vai ser engraçada.
O contexto do grupo em questao era um grupo de jovens de 8ºano, de uma escola de Lisboa... Assim temos uma turma que pela roupa e acessórios nao nos pareceu que soubesse bem para o que ia. Ia ser um percurso pedestre de 7,5Kms, de dificuldade moderada, com 2Kms sempre a subir e o calor já começava a apertar... Os rapazes ainda se safavam... se bem que aquelas roupas cheias de brilhantes nao sao as minhas preferidas para ir para o campo. Depois nas raparigas tinhamos desde botas desconfortáveis, a sabrinas baixas e brancas (adequadas à lama portanto), às bolsas práticas (lol... a bela da pochete!), os brincos onde dava para os saca rabos se pendurarem ao sol entre outros acessórios fantásticos. Não haja duvida que a miuda de preto com muita roupa e acessórios com padrão leopardo era a que mais estava no contexto! =P
Foi engraçado começar a ouvir queixas ao fim de 100m... sabia lá aquela gente o que ainda faltava. A primeira vez foi engraçado.. depois passou a desesperante porque ir o caminho todo a aguentar o pessoal a queixar se e a perguntar "Oh sra. falta muito?"... é obra! Apetece nos gritar "Sim meu amigo, falta bué, ainda nao fizeste nem 1/3 do caminho, e o pior ainda está para vir... mas fica descansado, no final da viagem podes ir ao nosso bar comprar o que de mais calórico lá houver!". Mas é compreensivel... aquela gente nao anda a pé a nao ser da saída do metro para apanhar o autocarro... :S
O grupo "preparado" para a introdução inicial da guia, com mp3s nos ouvidos... Ah pois claro! Toca a tirar tudo dos ouvidinhos. Mas ainda assim houve uma ou outra alma que no decorrer do percurso lá puseram outra vez a "banda sonora" do local. Isto há gente... lol
Ora... para os biólogos é fácil perceber que muitas vezes os estudos de campo sao feitos apenas com base em indicios de presença (dejectos, pegadas, marcas no solo ou em àrvores). Havia de ter visto a cara deles quando a guia se baixa para apanhar dejectos de raposa. Ela toda contente com o "achado" e o pessoal com uma cara de nojo... mal a intençao de recolha da guia foi compreendida por alguns começaram a gritar "Ai nao me diga que vai agarrar no cócó... que nojo!" LOLOL... isso é que foi rir... Mais à frente o grupo de batedores que vai à frente (3 jovens que andavam que se fartavam) encontra mais dejectos. Desta vez eles têm uma forma diferente... A unica coisa que a pobre guia pôde dizer é que aqueles nao eram de nenhum bicho que nós encontrariamos na tapada... e o resto fica à vossa consideração porque nao quero ferir susceptibilidades. O único conselho que eu deixo é "não levem tão à letra aquela expressão do tomar contacto com a natureza"... tomem esse contacto sim mas de preferência com calças vestidas.
Foi uma visita engraçada. No fim, já com eles dentro do autocarro foi engraçado 3 ou 4 pretos a mandarem nos beijinhos... Enfim... Gargalhada... Ossos do ofício.
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